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Ex-deputado Adail Carneiro, preso pela PF em Fortaleza com R$ 2 milhões, já está no presídio e foi “fichado”

Ex-deputado Adail Carneiro, preso pela PF em Fortaleza com R$ 2 milhões, já está no presídio e foi “fichado”

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
24/11/2020 às 13h16 Atualizada em 24/11/2020 às 13h16
Ex-deputado Adail Carneiro, preso pela PF em Fortaleza com R$ 2 milhões, já está no presídio e foi “fichado”
Foto: Reprodução

Adail Carneiro, de 57 anos de idade, casado, natural do Município de Solonópole, no Sertão Central (a 276Km de Fortaleza),  já é considerado um detento do Sistema Penitenciário do Estado do Ceará e as fotografias foram tiradas após ele ter que se submeter às ordens e à disciplina dos presídios, sendo a primeira delas cortar ou raspar os cabelos.

Na tarde desta segunda-feira (23), o ex-deputado deixou a carceragem da Superintendência da Polícia Federal, foi fichado na Delegacia de Capturas e Polinter (Decap) e recambiado para o Centro de Triagem e Observação Criminológica  (CTOC), que faz parte do Complexo Penitenciário da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), localizado na BR-116, em Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).

A transferência do ex-deputado para um presídio comum no Ceará, mesmo sendo empresário e com nível superior, aconteceu apenas 96 horas após ele ter sido preso em flagrante pela PF no escritório de uma de suas 10 empresas de locação de veículos, no bairro de Fátima, em Fortaleza. No local,  os agentes federais apreenderam cerca de R$ 1,8 milhões em espécie, dinheiro de origem e destinação ainda desconhecidos.  A bagatela estava escondida dentro de caixas de embalagem de TVs de grandes telas.

A transferência do ex-deputado federal para uma unidade do Sistema Penitenciário ocorre no momento em que há expectativas de que ele faça delação premiada à PF ou à Justiça Federal sobre o que as autoridades denominaram de uma “organização criminosa” que, há mais de 20 anos, vem fraudando licitações no âmbito da Prefeitura Municipal de Fortaleza em contratos de prestação de serviços (locação de veículos) à edilidade. Os prejuízos financeiros para os cofres públicos já teriam alcançado a cifra de R$ 700 milhões.

Fernando Ribeiro