Alunos do ensino médio são os mais afetados, conforme a pesquisa, representando 16,4%. Em seguida, vêm o ensino superior (13,9%) e fundamental (11,8%). A diferença entre as regiões também ficou em evidência. No Norte, 29,3% dos estudantes matriculados não tiveram acesso às atividades escolares. Já no Sul, Centro-Oeste e Sudeste estes percentuais foram 5,1%, 7,4% e 9,2%, respectivamente.
O reflexo da desigualdade mostra, também, que estudantes pertencentes às classes mais baixas de rendimento domiciliar per capita tiveram percentuais maiores de crianças e adolescentes sem atividades.
Entre as pessoas que viviam em domicílios com rendimento per capita de até meio salário mínimo, 17,9% não tiveram atividades escolares. Enquanto isso, entre os domicílios com rendimento domiciliar per capita de quatro ou mais salários mínimos, o percentual foi de 5,8%.
Outro ponto abordado na pesquisa foi a falta de internet em casa, que inviabilizou o acompanhamento das aulas de estudantes com renda per capta mais baixa.