"No Brasil, não há um município que não tenha caso registrado. O vírus vai ficar endêmico. Portanto, o fato de ser vacinado não nos isenta de andar de máscara pelos próximos dois anos, por exemplo. De termos cuidados com ambientes fechados, de solicitarmos testes negativos para embarcar em voos internacionais", afirma.
A pesquisadora ainda afirmou que o fato de alguém não querer se vacinar poderá acarretar consequências como restrições para viajar ou matricular filhos na escola. "Quando alguém ingenuamente diz que não vai se vacinar também não vai viajar. Nem vai matricular criança na escola. São medidas que não são, ao meu juízo, coercitivas. Eu vejo essas medidas como civilizatórias. Pelos próximos dois anos, os cuidados precisarão ser mantidos", conclui.
Os cientistas afirmam que há ainda muitos conhecimentos a serem produzidos a respeito do vírus e das vacinas que podem combatê-lo. Entre as incertezas que serão carregadas para o próximo ano, estão a duração da imunidade concedida pela vacina e a capacidade de mutação do vírus, que pode trazer a necessidade de uma vacinação recorrente e periódica, como acontece com a gripe.
Diário do Nordeste