As 6 milhões de doses da Coronavac que fazem parte do primeiro lote adquirido pelo Governo Federal serão suficientes para imunizar apenas 0,5% dos idosos brasileiros e 34% dos profissionais de saúde do país.
De acordo com Adeilton, Santa Quitéria possui dois grupos prioritários: Trabalhadores da saúde e idosos com mais de 75 anos. Adeilton também afirmou que de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, Santa Quitéria possui 895 trabalhadores da saúde, 869 pessoas com idade entre 75 e 79 anos e 1.191 pessoas com mais de 80 anos. Por fim, totalizando 2955 pessoas que irão se vacinar neste primeiro momento.
O Coordenador da vigilância epidemiológica, Manoel Medeiros Sousa explicou que quem for vacinado nesta primeira etapa, terá que comparecer daqui a 28 dias para repetir a dose. Medeiros, que também está à frente da imunologia do município, disse que toda a organização das vacinas está sendo feita por profissionais atentos para que assim, a população seja bem atendida, garantindo o sucesso da campanha.
Ao ser questionado sobre a previsão de novas doses, o coordenador acrescentou que por questão de logística, a segunda dose já está em Fortaleza, mas ainda não foi distribuída por questões de segurança. A previsão repassada até o momento, é que a vacinação para com os idosos acima de 75 anos, inicie em torno de 25 de fevereiro.
Por fim, Medeiros pediu para que a população não ficasse apreensiva, pois a Secretária de Saúde de Santa Quitéria está trabalhando com um plano de vacinação e é necessário a compreensão de todos para atender todas as demandas.
Quantidade reduzida
A presidente do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Ceará (Cosems/CE), Sayonara Moura Cidade, explica que os profissionais de saúde terão prioridade de acordo com o risco do trabalho que realizam.
"Temos que trabalhar primeiro a linha de frente. Infelizmente, essa é a realidade que temos agora. Nós temos 34% da meta da primeira etapa. Então, nós não podemos vacinar todos os profissionais como gostaríamos. Vamos ter que proteger aqueles que, realmente, são os mais vulneráveis. Isso é dever de justiça. Vacinar as pessoas que estão cuidando, já perdemos muitos profissioanais", esclarece.