No ano passado, a Justiça de São Paulo negou todos os pedidos de prisão domiciliar para o detento - o último foi em junho - por entender que o histórico prisional dele não permite benefício. Para a Polícia Civil, o prisioneiro tem ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital).
Chamado de Pedrão no sistema carcerário, o criminoso foi acusado por ao menos 15 sequestros no estado de São Paulo. Ele se especializou nessa modalidade de crime na Penitenciária do Estado, no Carandiru, zona norte da capital, em meados dos anos 1990.
Muitas vítimas enfrentaram meses de terror nas mãos da quadrilha de Pedrão. Ficavam encapuzadas em quartos escuros com luz de lampião e sem ventilação. Eram obrigadas a fazer a necessidade fisiológica em balde. Ele mandava às famílias das pessoas sequestradas fotos delas com fuzis e metralhadoras apontados para a cabeça.
Investigadores calculam que Pedrão arrecadou US$ 1,1 milhão (R$ 6,1 milhões na cotação atual) com os resgates pagos pelos familiares das vítimas. Pedrão está recolhido na Penitenciária 1 de Avaré (SP).
UOL