Quatro semanas após o seu início, os dados das Secretarias de Saúde do estado e do município apontam os resultados positivos, de uma redução satisfatória na média móvel de novas infecções.
Bastante amargo para o setor econômico, que já acumula percas durante um ano, o lockdown não deixa de ser impopular e trazer sérias consequências para quem teve de baixar suas portas. Com apenas as atividades essenciais funcionando, o comércio local aguarda ainda uma situação mais estável nos números para discutir posteriormente a flexibilização e o plano de retomada.
O portal A Voz de Santa Quitéria levantou, junto aos boletins epidemiológicos diários, a quantidade de positivos e suspeitos ao longo deste período. Os gráficos abaixo mostram que o pico crítico da doença se deu na segunda semana, exatamente em 10 de março.
De acordo com a plataforma IntegraSUS, em 27 de fevereiro era de 37,1 a média móvel de casos confirmados e hoje (25), chegou a 4.
O secretário de Saúde, Adeilton Mendonça, reconhece os bons índices, mas ressalta que o cenário ainda não é de "conforto". "Os casos estão caindo. Está tendo uma diminuição, mas é preciso se manter alerta. Os hospitais referências, em Sobral e Fortaleza, ainda estão lotados, então temos que manter a cautela e seguir com as medidas", afirmou.
Em 28 dias, 1.102 quiterienses tiveram alta. Infelizmente, outros 20 não resistiram às complicações da doença e faleceram. 10 leitos do Hospital de Campanha ainda permanecem ocupados, afora outros nove em Sobral e Crateús.
Redução
O médico infectologista, Lino Alexandre, explica que quando há diminuição de pessoas circulando, naturalmente ocorre a redução na transmissão do vírus. "Quanto menor for a circulação, menores serão as chances de o vírus se multiplicar", pontua. Apesar de impopular e de trazer sérias consequências ao setor econômico, o lockdown, quando 'abraçado' pela população traz resultados, acrescenta o especialista.
Para que se avalie os indicadores, Lino ressalta que é preciso um período de 15 dias. Este é ínterim em que o infectado pode transmitir a doença para outras pessoas. "Após duas semanas já é possível avaliar os números e decidir os próximos passos". Contudo, apesar de reconhecer a eficácia da medida restritiva, o especialista alerta que a população tem de colaborar.
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