Confira a linha do tempo
O mais duro momento se deu em 1º de abril, quando a
fábrica de calçados Democrata, sem condições de ali se manter, desligou mais de 1,1 mil funcionários e em dois meses depois, diante do controle de casos,
conseguiu se reerguer e em escala maior. Neste ano, porém, se viu comprometida novamente, quando
teve de reduzir sua capacidade de operação em até 10%, em comum acordo com o Executivo para manter a sua produção.
O fato de sempre ter sido um sistema de saúde deficitário exigiu esforços dos três poderes executivos para dotar de uma estrutura básica e assistir aos pacientes contaminados. Ao longo de um ano, Santa Quitéria recebeu, pelo menos, R$ 7 milhões em recursos para o combate ao coronavírus e hoje dispõe de um
Hospital de Campanha, com 15 leitos;
nove respiradores e uma
UTI móvel.
A Covid-19 foi devastadora para muitas famílias quiterienses. Homens e mulheres, que enfrentaram dias a fio nos hospitais de campanha de Santa Quitéria e Sobral, Zezé Benevides, Regional Norte, Santa Casa de Misericórdia, Leonardo da Vinci e São Lucas e infelizmente, perderam a batalha. O ano de 2020 fechou com 23 mortes e num intervalo entre fevereiro e março de 2021, o número superou o dobro, contabilizando 51. O nível mais crítico se deu, inclusive, quando chegou a registrar dias seguidos com morte e em alguns casos, três ocorrências em 24 horas.
Felizmente, muitos resistiram e hoje contam suas histórias de superação. Mais de 3.100 pessoas tiveram alta e mais do que isso, a felicidade de saírem das portas dos hospitais, amparado por familiares e carregando "eu venci a Covid", voltando para o seio da comunidade.