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Polícia investiga sequestro de bebê que seria vendido por R$ 35 mil

Polícia investiga sequestro de bebê que seria vendido por R$ 35 mil

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
06/04/2021 às 15h09 Atualizada em 07/04/2021 às 01h13
Polícia investiga sequestro de bebê que seria vendido por R$ 35 mil
Foto: Reprodução


A situação só não foi adiante pois o sequestro da criança começou a repercutir na região e a sequestradora resolveu interromper as negociações e devolver o menino. De acordo com informações, a mãe da sequestradora, suspeita de participação no crime, intermediou o retorno do menino, chamado Isaac. 

Uma amiga da família que teve o bebê roubado, Fabiana Valentim, 40, contou que os pais da criança foram enganados por uma conhecida, com uma promessa de emprego. A família chegou a ser levada para um hotel no centro do Rio, onde ocorreria a suposta entrevista para preenchimento de uma vaga de trabalho em um mercado.

"Eles são pessoas muito humildes e recebiam ajuda de muita gente. Essas pessoas [a sequestradora e mãe dela] já acompanhavam eles, acompanharam a gravidez. Uma delas ligou na sexta-feira para o Bruno [pai do bebê] dizendo que conseguiu um emprego para ele. Acreditando, ele deu o endereço dele e elas apareceram. Chegaram a levar os três para um hotel no Rio. Na volta, eles acabaram dopados com lanche e suco. Quando acordaram, viram que o bebê havia sumido", disse Fabiana. 

Ainda de acordo ainda com relatos, o casal acordou horas depois e percebeu o que havia ocorrido. A família postou fotos do bebê na internet na tentativa de conseguir informações sobre o paradeiro dele e registrou o caso.

Segundo Fabiana, os pais do bebê fizeram contato com a mãe da sequestradora, que inicialmente negou ter ciência do crime. Depois, ela intermediou a devolução da criança para os pais. 

A família viajou com ela para Belo Horizonte e Isaac foi entregue na rodoviária. Procurada, a Polícia Civil do Rio confirmou apenas que bebê foi encontrado e que "as investigações e diligências continuam para esclarecer os fatos e identificar os suspeitos".

UOL Notícias