
Um vídeo gravado no cemitério municipal de Juara (MG) gerou grande repercussão em Juara nos últimos dias. Um homem aparece filmando o túmulo de seu pai, Gerson Luiz dos Santos, relatando com indignação, como se conversasse com o falecido genitor, que a colonoscopia solicitada em caráter de urgência para ele acabou de ser liberada pela Secretaria Municipal de Saúde, quase dois anos após sua morte.
Segundo do filho, o exame de colonoscopia havia sido solicitado quando seu pai estava acamado e apresentava problemas de saúde que exigiam atendimento rápido, em aproximadamente 15 dias devido à gravidade.
No vídeo, o homem conversa de forma simbólica e até irônica com o pai diante do túmulo e ironiza a situação ao informar que a Secretaria Municipal de Saúde entrou em contato para comunicar a liberação da colonoscopia e perguntar se ele estava apto para realizar o exame. “Você lembra que o senhor estava acamado e não podia nem andar? E a médica marcou com urgência? Falou que era com 15 dias? Agora que saiu. Tem quase dois anos”, diz o filho em um dos trechos da gravação.
O episódio evidencia uma realidade enfrentada por muitos pacientes que aguardam exames e procedimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e reacende a discussão sobre a necessidade de maior agilidade e eficiência na gestão das filas de atendimento, especialmente nos casos considerados urgentes.