“Os policiais sempre foram para matar, não pra prender. Se quisessem ter o Lázaro vivo, eles teriam. Nós nos disponibilizamos a ir na mata com eles, e ele se entregaria”, comentou Elen, que disse estar em choque e arrasada com a perda.
A esposa também falou que não sabia se Lázaro teria munição suficiente para trocar tiros com os agentes. “Se eles quisessem realmente prender o Lázaro, eles podiam atirar na mão ou nos pés. Mas não [fizeram]. O Lázaro está morto, mas nunca me bateu ou foi agressivo comigo ou com a filha”, disse a mulher, que também pediu explicações sobre a agressão de policiais contra ela durante as investigações.
A tia de Lázaro, Amélia, concordou que os agentes poderiam prender o homem sem matá-lo: “Atiraram nele demais, não precisava tudo aquilo. Por que não deram um tirinho ou dois na perna, pra depois investigar e interrogar? Mas foi muito cruel”.
Elen relatou à Record TV que Lázaro era um ótimo marido e pai para a filha de dois anos do casal: “era uma pessoa maravilhosa com a gente”. Com a morte do marido, ela disse que passará à filha “a imagem do pai dela que ela sempre teve: amoroso, cuidadoso e ótimo pai”.
R7