Quarta, 01 de Julho de 2026
20°C 33°C
Santa Quitéria, CE
Publicidade

'Ela foi massacrada', diz tio de mulher que morreu atacada por pitbulls

'Ela foi massacrada', diz tio de mulher que morreu atacada por pitbulls

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
23/07/2021 às 12h09 Atualizada em 23/07/2021 às 15h09
'Ela foi massacrada', diz tio de mulher que morreu atacada por pitbulls
Foto: Reprodução
O filho da mulher de 53 anos que morreu após ser atacada por seis cães da raça pitbull em uma chácara de Birigui, interior de SP, afirmou que a mãe costumava frequentar a propriedade e tinha contato com os animais.

Marli Donegá namorava o caseiro responsável por alimentar os cachorros e cuidar da propriedade, onde o caso foi registrado na noite da última quarta-feira (21).

“O dia em que ele não trabalhava, minha mãe dormia na chácara. Ela tinha contato com os animais. Minha mãe era uma pessoa muito acolhedora e disposta a ajudar. Essa é a imagem que vai ficar”, diz o filho da vítima, o fisioterapeuta Hugo Tizura.

Ataque
Segundo a Polícia Civil, Marli, o namorado e um colega saíram para ir a um restaurante. Os cachorros foram soltos antes dos três deixarem a chácara.

Em seguida, o casal retornou para a propriedade, momento em que houve o ataque. O homem tentou impedir que Marli fosse ferida pelos cães, mas também foi mordido e sofreu diversos ferimentos.

Apesar de ferido, ele conseguiu fugir para dentro do imóvel e pedir ajuda antes de ficar desacordado. Já Marli não resistiu aos graves ferimentos e morreu no local.

De acordo com a Polícia Militar, Marli sofreu múltiplas fraturas, escalpelamento, diversos ferimentos provocados por mordidas, lacerações e teve partes do corpo arrancadas.

O namorado da vítima foi socorrido com hemorragias intensas em diversas partes do corpo, múltiplos cortes profundos e suspeita de fratura em uma das pernas. Ele segue internado na Santa Casa de Birigui.

Velório com caixão fechado
O corpo da mulher foi velado com caixão fechado e enterrado na quinta-feira (21), em um cemitério de Birigui. Parentes e amigos da mulher acompanharam a cerimônia, que durou pouco tempo por conta da pandemia de Covid-19.

Segundo relatou o tio de Marli, a família ficou chocada e apavorada após saber como a morte ocorreu.

“Foi massacrada. Não merecia. Foi uma tragédia horrível. Vai fazer muita falta. A Marli era gente para ninguém botar defeito. Ela cuidava de toda a molecada das igrejas. Não tinha tempo ruim”, afirma o tio da vítima, o aposentado Alcides Paschoal.

G1