Na edição do ano passado, foram 1.314 inscrições, todavia,
terminou com um elevado percentual de abstenção. Para confirmar a inscrição, era necessário pagar a taxa, de R$ 85, até segunda-feira (19). Sem essa validação, a inscrição não era concluída. As provas serão aplicadas em 21 e 28 de novembro.
Para Olavo Nogueira Filho, diretor-executivo da organização Todos Pela Educação, o baixo número de inscritos tem diversos motivos. Um deles é o fechamento das escolas durante a pandemia. "Acho que é reflexo fundamentalmente de duas questões: a primeira é a perda do vínculo com a educação e com os próprios estudos em função de um ensino remoto de baixíssima efetividade e com alcance limitado", apontou Nogueira Filho.
Outro ponto que contribuiu para queda, diz o especialista, foram as regras para obter isenção da taxa de inscrição – que previam que, se um aluno que pede a isenção da taxa não comparece ao exame, ele não tem direito a recebê-la no ano seguinte. Ou seja: quem deixou de fazer a prova porque não queria se expor a aglomerações perdeu o direito à isenção nesta edição.
O Enem avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica e é uma das principais portas de entrada para a educação superior no Brasil. Com a nota do Enem, o estudante pode pleitear uma vaga em uma universidade pública, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), ou participar de iniciativas como o Programa Universidade para Todos (ProUni).