Já a desaprovação do presidente foi ainda maior em relação ao desfile: 49,3%. Apenas uma pequena parcela considerou que a imagem de Bolsonaro melhorou: 8,8%. Para 22,2% dos entrevistados, ficou igual.
Quando os entrevistados são perguntados com relação ao sentimento nutrido sobre o desfile, foram 46,6% que sentiram mais vergonha do que orgulho, contra 41,1% que disseram ter mais orgulho do que vergonha do episódio. “Esse sentimento de orgulho é muito relacionado a outras respostas positivas em relação a Bolsonaro durante toda a pesquisa”, analisa Luciana Fernanda Veiga, cientista política e professora da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio).
A pesquisa mostra ainda que mais de um terço das pessoas (35,3%) nem ficou sabendo que os tanques passariam por Brasília. “É um número muito alto e mostra como a agenda está dispersa. É muita informação sobre o ambiente político e as pessoas não estão acompanhando”, comenta a professora.
O levantamento ouviu 1,5 mil pessoas de todas as regiões do Brasil e foi feito por telefone. Temas como volta da ditadura e principais culpados das mortes por conta da pandemia também foram abordados e podem ser conferidos abaixo.
Metrópoles