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Laudos da Pefoce são decisivos para solução do homicídio do policial em Itatira

Laudos da Pefoce são decisivos para solução do homicídio do policial em Itatira

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
09/09/2021 às 13h33 Atualizada em 09/09/2021 às 13h33
Laudos da Pefoce são decisivos para solução do homicídio do policial em Itatira
Foto: Reprodução

O policial fora encontrado sozinho no local com uma pistola em sua mão. O único relato dos vizinhos seria o barulho de um disparo, escutado na noite anterior. Logo ao iniciar o exame externo do corpo, o médico perito legista de plantão pode perceber que a localização do orifício de entrada do projétil de arma de fogo não era habitual para os casos de suicídio. Seguindo atento a essa observação, a necropsia revelou o trajeto percorrido pelo projétil e a ausência dos efeitos secundários próprios dos disparos típicos de suicídio, afastando essa possibilidade e se aproximando de um homicídio.

“Entrei em contato com o delegado responsável pelo caso, informando-o que os achados periciais, embasados na melhor literatura e nos conhecimentos práticos, não corroboravam com a hipótese de suicídio e, na verdade, tratava-se de um homicídio”, relata o médico perito da Pefoce, Rômulo da Costa Farias. O exame foi finalizado ainda pela manhã e o laudo liberado no mesmo dia, à tarde.

O laudo de local de crime da Pefoce também foi encerrado com a mesma conclusão e reforçou a tese do homicídio. Por meio da análise dos vestígios e dos indícios encontrados na cena do crime, o perito criminal Danúzio Araújo afirma que se tratou de “uma morte violenta, individualizada e tipificada legalmente como homicídio”, com o uso de projétil de arma de fogo.


De posse das provas técnicas elaboradas pela Pefoce, os policiais civis da Delegacia Regional de Canindé iniciaram o trabalho investigativo e chegaram até a identidade de uma jovem de 20 anos, com quem o policial militar mantinha um relacionamento. A companheira, que estava desaparecida, foi localizada e conduzida para a unidade policial. Maria Amanda Sousa Alves (20) confessou o crime. Conforme as oitivas, a motivação seria um desentendimento entre eles. Após ser ouvida, a mulher foi autuada pelo crime de homicídio qualificado por motivo fútil e sem chance de defesa da vítima. O caso foi concluído e remetido à Justiça.