"Em 2019 o Ceará teve a maior redução de homicídios do Brasil. Aí veio esse movimento criminoso do motim, feito por uma minoria de PMs, que buscou desarticular a segurança com fins eleitoreiros, comandado por alguns políticos. Capitão Wagner sabe que estimulou tudo isso. Ele prejudicou seriamente a segurança do Ceará. Os homicídios dispararam depois disso. As facções, que estavam esfaceladas, tomaram fôlego e se sentiram mais fortes", disse Caron. "Hoje estamos tentando recuperar o terreno perdido, porque a maioria da nossa Polícia é séria e competente, e vem trabalhando forte para isso."
No último sábado, Wagner respondeu às críticas do governador Camilo Santana (PT) e apontou que, segundo ele, as facções controlam o Estado. "É fake news ou é verdade que facções mandam no Ceará? É fake news ou verdade que estão expulsando moradores das periferias? A segurança está sob controle do governo ou das facções?", disse em live.
Nesta terça-feira, 21, Caron entrou na discussão e apontou o que considera responsabilidade de Wagner. "As facções estavam destruídas no Ceará, com o Estado apresentando a maior redução de homicídios do País. Mas tinha uma eleição pela frente e tentaram desorganizar a segurança com fins eleitoreiros. Capitão Wagner sabe de sua participação nisso. Uma ação irresponsável e inconsequente prejudicou os cearenses."
O secretário reforçou sobre o papel de Wagner na paralisação dos policiais. "Uma minoria participou desse motim criminoso. Capitão Wagner e comparsas seus sempre estimularam essa desordem. Não recuaremos. Sempre estaremos fortes no combate ao crime."
"Lamento que um deputado cearense, como Capitão Wagner, leve a vida a torcer e trabalhar contra a segurança do Estado. Ele enaltece as facções, em vez de enaltecer o grande trabalho da polícia. Sou da Polícia Federal, trabalhei em vários estados, mas o que vejo que se tenta fazer aqui é absurdo. Joga contra. Ele pode ter os interesses dele, mas jamais trabalhar para prejudicar a população. Ele luta sempre para desestabilizar a segurança do Ceará", afirmou.
O POVO