Segundo dados do Tribunal de Contas do Estado, a organização teve vínculos com a Prefeitura de Santa Quitéria no ano de 2017, quando recebeu R$ 1.278.179,77 para prestar serviços por alguns meses junto a Atenção Básica, no programa Saúde da Família (PSF) e no Hospital Municipal.
A nova fase da investigação, segundo o MPCE, foi constatada que o dinheiro ilícito movimentado era “branqueado” na forma de constituição ou aquisição de empresas (postos de combustíveis e locadoras de veículos), além da aquisição de veículos.
A investigação aponta que, na transação desses negócios, os bens são registrados em nomes de parentes e amigos dos líderes da organização como tentativa de desvincular a origem ilícita dos recursos usados na montagem e compra de empresas. As pessoas apontadas como “laranjas”, as quais registraram postos de combustíveis, locadoras de veículos e automóveis em seus nomes, visando dissimular a origem ilícita dos bens, além de um ex-secretário de Saúde de um município do Ceará são, também, alvo das investigações.
O nome da operação (Closing, do inglês “encerramento”) se deve ao fato de pessoas que se acham “importantes” ou “influentes” terem comparecido ao Ministério Público e “solicitado” que as investigações fossem encerradas, leia-se: arquivadas sem responsabilização. De certa forma, o pedido foi atendido, pois encerra-se essa fase da investigação, mas, claro, com resultado diferente do que “eles” almejavam.