A luz elétrica está presente em quase 100% das residências do país. Os últimos dados do Censo 2010 divulgado pelo IBGE mostram que o serviço de energia elétrica foi o que apresentou a maior cobertura, atingindo 97,8% dos domicílios brasileiros. Nas áreas urbanas este percentual chega a 99,1%. Muito bom. A cobertura do serviço no Ceará ainda é maior que o índice nacional. Apenas 1,05% dos lares cearenses não têm energia. Ou seja, 98,95% das 2.365.276 residências das famílias do Ceará são atendidas pela oferta de energia elétrica. Certamente, um fruto de corretas políticas públicas que fizeram altos investimentos na área. Energia elétrica em casa significa saúde, alimentação, higiene, lazer, entretenimento, fonte de renda e acesso à informação. Não é à toa o imenso esforço de seguidos governos em levar a infra-estrutura de energia para os mais distantes grotões do Ceará. No entanto, há algumas ponderações a fazer.
O serviço de energia elétrica foi privatizado em todo o Brasil no final da década de 90. No Ceará, a então estatal Coelce foi vendida para um grupo estrangeiro pelo Governo do Ceará, então comandado por Tasso Jereissati. A preços da época, coisa de um bilhão de reais. Mesmo com atualização monetária, uma mixaria se comparado aos investimentos públicos praticados hoje no Estado. Quando a Coelce era estatal, tudo o que ela investia e arrecadava fica entre as fronteiras do Ceará, um estado pobre. Lamentavelmente, não houve nenhuma mobilização para que grupos locais formassem um consórcio e participassem do leilão para que essa renda permanecesse entre nós, gerando riqueza e investimentos. (O POVO Online).