01/12/2011 às 08h37Atualizada em 01/12/2011 às 08h39
Apesar de o número de notificações ter diminuído e não haver novos casos confirmados em Pedra Branca, a preocupação com o surto de gripe A (H1N1) fez com que muita gente fosse às farmácias em busca de vacinas. Na tarde de ontem, cerca de 16 pessoas, entre adultos e crianças, pagaram R$ 50,00 para serem imunizadas numa farmácia do Centro da cidade, já que não há vacinas na rede pública. O problema é que as ampolas indicam que a validade do produto é dezembro de 2011. "Infelizmente tem gente mal informada, dizendo que o produto está vencido. Mas o produto pode ser utilizado até o fim do mês. Nas distribuidoras não há validade maior do que esta", afirma o farmacêutico Celso Teixeira. Celso trouxe, ontem, 100 doses de Fortaleza, todas vendidas no mesmo dia. Ele pretendia trazer, hoje, outras 400 doses para suprir sua farmácia e outra em Mombaça, mas não revelou a procedência do produto. "Sofri para conseguir". A idade mínima para receber a dose é seis meses, e não há limite máximo de idade. A vacina é contraindicada apenas para pessoas alérgicas a ovo ou que estivessem com febre. A professora Maria do Socorro Cardoso da Silva levou as duas filhas para serem vacinadas na farmácia. Apesar das dúvidas, preferiu correr o risco para se sentir mais segura. "A gente ouve muita coisa, que a vacina está vencida, que não adianta mais tomar. Mas eu lido diariamente com crianças, e se for imunizada vou me sentir mais segura", ressalta. Nas ruas, as pessoas estão divididas. Enquanto muitos andavam despreocupados e sem qualquer proteção, outros permaneciam com máscaras no rosto e aplicando constantemente álcool em gel. Além das farmácias, que repuseram seus estoques, estes dois produtos podem ser adquiridos gratuitamente na rede pública. (DN/AVSQ).