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Ministra contesta dados sobre pobreza de adolescentes divulgados pelo Unicef.

Ministra contesta dados sobre pobreza de adolescentes divulgados pelo Unicef.

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
02/12/2011 às 21h36 Atualizada em 02/12/2011 às 21h47

Os dados apresentados pela ministra demonstram que a população de adolescente extremamente pobre caiu de aproximadamente 11,5%, em 2004, para 7,6%, em 2009. Significa que quantidade de adolescentes nessas condições passou de 6,58 mil para 4,44 mil. “Tivemos uma melhora no perfil de renda dos jovens, das crianças muito importante.”   Segundo Tereza Campello, houve um erro metodológico no relatório do Unicef, que usou o salário mínimo para fazer os cálculos. Para a ministra, o salário mínimo não pode ser usado como indexador para saber a variação de renda porque ele cresceu acima da inflação. “A medida que o salário mínimo cresce e você o usa como indexador, acaba errando a conta. Temos de usar o indexador de preços, como o INPC.”  Além disso, de acordo com o secretário executivo do MDS, Rômulo Paes, o governo federal considera pobre a pessoa que ganha menos de R$ 140, enquanto para o Unicef é R$ 128,50. “A percepção do governo brasileiro é que a tendência observada no estudo do Unicef não é consistente”.  Paes disse ainda que o MDS entrou em contato com o Unicef para reparar o erro. Por isso, no próximo dia 8, haverá uma reunião entre os dois órgãos para avaliar os resultados divulgados. “É importante que as agências internacionais adotem a metodologia correta. Queremos reforçar nossa parceria e não estabelecer uma competição de quem tem o melhor dado.” (Agência Brasil/AVSQ).