O mandatário não informou, no entanto, os mecanismos usados para impedir a concretização do acordo.
O presidente-executivo do WhatsApp, Will Cathcart, já havia informado ao TSE que não faria mudanças significativas no aplicativo durante o período eleitoral. Nesta quinta-feira, 14, a plataforma anunciou um novo recurso chamado “Comunidades”, que organiza grupos com milhares de pessoas – atualmente, só são permitidos até 256 membros por grupo. Segundo a plataforma, os testes começarão a ocorrer em diversos países, com exceção do Brasil, que só poderá acessar às funcionalidades depois das eleições de outubro próximo. O primeiro turno está marcado para 02.10.
A preocupação do TSE é que o WhatsApp, assim como outros redes sociais, contribua indiretamente com a propagação de informações faltas. Em 2018, o aplicativo foi utilizado por bolsonaristas para o disparo em massa de fake news, com sistemas automatizados contratados por empresas.
Durante fala com apoiadores e se utilizando se discursos já usados anteriormente, Bolsonaro chamou o acordo de “censura” e estimulou que os apoiadores confrontem a medida. “Censura, discriminação, isso não existe. Ninguém tira o direito de vocês, nem por lei, quem dirá por um acordo”, declarou. Está não é a primeira vez que o presidente promove esse tipo de prática contra instituições como o Supremo Tribunal Federal e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Opinião CE