05/12/2011 às 12h35Atualizada em 05/12/2011 às 12h37
Na noite de ontem, o presidente do Ceará, Evandro Leitão, publicou uma nota no site oficial do clube onde explica os motivos que o fizeram pedir afastamento da diretoria por tempo indeterminado. "Esta decisão foi tomada há cerca de um mês e o resultado de hoje (ontem), não teve influência. Sinto-me desgastado fisicamente, psicologicamente e emocionalmente. Necessito me restabelecer", justificou o dirigente. Esta deve ser apenas a primeira de uma série de baixas que o time deve ter. Ao torcedor, cabe saber compreender que o rebaixamento é um somatório de fatores negativos. A diretoria teve decisões equivocadas que pesaram, como permitir a saída do líder Geraldo e a vinda de Estevam Soares já num momento crítico. A comissão técnica muitas vezes bateu cabeça e não soube armar o meio-campo criativo do time. Os jogadores caíram de rendimento no segundo turno - a defesa não era mais tão sólida e o ataque desperdiçava as poucas chances de gol. O desafio, agora, será manter o padrão de um time competitivo sem as cotas de patrocínio da Série A. Para isso, é fundamental que um dos principais trunfos financeiros do Vovô não perca força: o programa de sócios torcedores Sou Mais. É explicável, após um rebaixamento, a torcida querer se distanciar do time, mas a história recente mostra que times grandes como Corinthians e Vasco caíram e logo voltaram embalados pela motivação do torcedor, que usou o momento de dificuldade para evidenciar seu amor ao time. O desafio é ainda maior com a falta das rendas milionárias que o Castelão proporcionava. (DN/AVSQ).