A construção ligou a parede da casa do frentista Francisco Fontenele a um bloco de apartamentos, fechando a passagem da rua onde ele mora. O frentista ficou surpreso com a obra e diz que foi feita de uma hora para outra. “Um dia, quando a gente acordou, ele já estava construindo o muro sem comunicar ninguém", afirma. A auxiliar de laboratório Graça Santos reclama que além do bloqueio da rua, a obra deixou pouco espaço para o escoamento da água da chuva em um local onde o inverno sempre trouxe problemas. “A água passava na rua e ia para as galerias, agora com o muro a gente tem medo de chegar em casa e estar tudo alagado.”
O comerciante Francisco Liberato, homem que decidiu construir o muro se diz dono do terreno e mostra os documentos comprovando a propriedade e a autorização da prefeitura para cercar o lote. "Esse lote de cá não é rua, o muro fica para o lado que não há rua”, justifica Liberato. A secretária de Planejamento de Sobral, Juraci Neves, diz que o terreno é do comerciante, mas afirma que houve excesso na decisão dele de construir o muro. "Existe uma grande confusão nesse terreno, foi construído um prédio, onde há uma loja que dá acesso ao terreno. A prefeitura autorizou que ele pusesse o muro no terreno dele, mas ele avançou sete metros à frente. E isso já na Justiça para remover o muro de uma via", explica a secretátia. (G1/AVSQ).