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Preços do leite e café sobem 55% em 12 meses e puxam alta da cesta básica em Fortaleza

Preços do leite e café sobem 55% em 12 meses e puxam alta da cesta básica em Fortaleza

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
08/08/2022 às 12h24 Atualizada em 08/08/2022 às 12h24
Preços do leite e café sobem 55% em 12 meses e puxam alta da cesta básica em Fortaleza
Foto: Reprodução

Outros dois produtos que se destacam na alta dos preços foi o óleo (30,27%), feijão (23,97%) e pão (23,30%). Na série anual, dos produtos que compõem a Cesta Básica, o único item a apresentar redução no preço foi o arroz (-4,08%).

No semestre, dos produtos que compõem a cesta, somente o tomate (-27,21%) apresentou redução no preço. Já os itens que apresentaram as maiores elevações foram: leite (47,65%), o feijão (29,46%) e o óleo (18,54%).

Pesquisa Nacional da Cesta Básica

Produtos Variação anual (%)
Leite    55,90%
Café    54,72%
Óleo    30,27%
Feijão    23,97%
Pão            23,30%
Açucar    21,76%
Farinha    19,51%
Banana    19,27%
Manteiga    16,30%
Tomate      6,40%
Carne      2,11%
Arroz -    4,08%
Fonte: Dieese

Baixa nos preços de 15 produtos

Em julho de 2022, o conjunto dos 12 produtos que compõem a cesta básica registrou uma deflação de -2,37%. A baixa nos preços de cinco dos doze produtos da cesta básica fez com que um trabalhador para adquirir os produtos, respeitadas as quantidades definidas para a composição da cesta, tivesse que desembolsar R$ 641,46.

Considerando o valor e tomando como base o salário mínimo vigente no país de R$ 1.212,00 (valor correspondente a uma jornada mensal de trabalho de 220 horas), pode-se dizer que o trabalhador teve que desprender 116h e 26 minutos de sua jornada de trabalho mensal para essa finalidade.

O gasto com alimentação de uma família padrão (dois adultos e duas crianças) foi de R$ 1.924,38. Comparando o custo da cesta com o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social (7,5%), verifica-se que o trabalhador fortalezense remunerado pelo piso nacional comprometeu, em julho, 57,22% do salário mínimo líquido para comprar os alimentos básicos para uma pessoa adulta.

    G1 CE