Anteriormente, a candidatura de Paulo Anacé foi definida em convenção do partido, em Fortaleza, após pressões de integrantes da sigla, que recorreram à direção nacional da federação Psol/Rede Sustentabilidade para solicitar a volta de Anacé à disputa.
Em nota divulgada, a federação Psol/Rede havia afirmado que renunciaria às candidaturas majoritárias — Governo e Senado — "em nome da unidade", mas que lutaria para que a chapa encabeçada pelo PT abraçasse suas pautas "de maneira ostensiva".
"O PSOL decidiu integrar a coligação com Elmano, a mesma coligação lançou Camilo senador. Na sequência o PSOL lançou o Paulo Anacé ao senado por meio de intervenção da direção nacional que anulava a decisão da direção estadual de composição com o PT. Existe insegurança jurídica por não poder ter dois senadores na mesma coligação", explicou Alexandre Uchoa.
O PSol, em nota, afirmou ter sido notificado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) sobre a impossibilidade de manter as duas candidaturas ao Senado (Camilo Santana e Paulo Anacé) numa mesma coligação ao Governo do Estado.
"Por comum acordo, a Executiva decidiu ainda que o líder indígena seria um dos candidatos prioritários do Partido na chapa de deputado federal, refletindo isso na estratégia coletiva do PSOL", complementou a legenda.
G1 CE