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Acusados de matar coroinha após confundi-lo com membro de grupo criminoso são condenados a 45 anos de prisão no Ceará

Acusados de matar coroinha após confundi-lo com membro de grupo criminoso são condenados a 45 anos de prisão no Ceará

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
15/09/2022 às 16h49 Atualizada em 15/09/2022 às 16h49
Acusados de matar coroinha após confundi-lo com membro de grupo criminoso são condenados a 45 anos de prisão no Ceará
Foto: Reprodução

A vítima era coroinha da Igreja Católica e não tinha nenhum histórico de envolvimento em atividades criminais. O crime ocorreu no Bairro Barra do Ceará em 18 de agosto de 2020.

De acordo com a sentença do juiz Victor Nunes Barroso, que presidiu a sessão, a pena dos réus foi fixada da seguinte forma:
  • Robson Vasconcelos: 21 anos e 8 meses de reclusão (condenado por homicídio e organização criminosa);
  • David Hugo Bezerra da Silva: 24 anos e 3 meses de reclusão (condenado por homicídio e organização criminosa);
  • Antônio Ivo do Nascimento Fernandes: 3 anos e 6 meses de reclusão (condenado por organização criminosa);
  • José Jorge Sousa Oliveira: 4 anos de reclusão (condenado por organização criminosa).
Um quinto homem acusado de ter tido participação no crime também vai ser submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri. De acordo com a denúncia, após as agressões, ele teria sido o responsável pelos disparos de arma de fogo contra a vítima Jefferson Brito Teixeira.

Para não prejudicar o andamento do processo, o caso foi desmembrado em relação ao acusado Enzo Gabriel Jacaúna de Oliveira Xavier, que permaneceu foragido durante a instrução processual e foi preso no Rio de Janeiro.

O crime

O adolescente Jefferson Brito Teixeira foi assassinado com três tiros na cabeça, enquanto caminhava por um calçadão na Barra do Ceará, após ser sido torturado com chutes, pedradas e pauladas por um grupo de jovens.

A vítima tinha ido ao cabeleireiro três dias antes e pediu para serem feitos três cortes em sua sobrancelha. Com isso, os acusados o confundiram com membro da facção criminosa, pois acreditavam que o visual simbolizava pertencimento à suposta organização.

De acordo com investigação do Ministério Público, o adolescente cortou a sobrancelha porque gostava do estilo e havia se inspirado em funkeiros.

G1 CE