Jonas, ou Luquinha, como era conhecido no Jardim Rosolém, não era do tipo que ostentava ser milionário. Pelo contrário. Depois do prêmio, continuou a viver na mesma casa, andava com bermuda, camiseta e chinelo. Era sempre visto nas ruas do bairro com um saquinho de ração para os cachorros. Era figura carimbada no bar do Francisco, na Rua Papa João Paulo I, onde tomava meia dose de conhaque.
Ele era um milionário simples, mas que não fazia segredo da fortuna que tinha ganhado. Ele se referia ao prêmio como “uma aposentadoria gorda”. Seu único grande investimento foi a aquisição de uma chácara em Conchal, também no interior, relatam os amigos.
Na terça-feira, ele não voltou da caminhada diária. Os criminosos retiraram R$ 18 mil por meio de transferências e pix e R$ 2 mil em dinheiro na agência onde Jonas Lucas tinha conta. Houve uma tentativa de transferência no valor de R$ 3 milhões, que não foi autorizada. O cartão de débito foi levado pelos suspeitos.
A polícia trabalha com a hipótese de um crime premeditado, mas ainda não há suspeitos. “Estamos mantendo sigilo para não comprometer as investigações, mas é possível afirmar que os bandidos sabiam que ele tinha um bom numerário”, afirma Juliana Ricci, delegada da Divisão de Investigações Criminais (Deic) de Piracicaba, que atua em conjunto com os policiais de Hortolândia.
Estadão Conteúdo