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Bolsonaro discursa na ONU em tom eleitoral e ataca Lula

Bolsonaro discursa na ONU em tom eleitoral e ataca Lula

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
20/09/2022 às 14h30 Atualizada em 20/09/2022 às 14h30
Bolsonaro discursa na ONU em tom eleitoral e ataca Lula
Foto: Reprodução

“Extirpamos a corrupção sistêmica que existia no País. Somente entre o período de 2013 a 2015, onde a esquerda presidiu o Brasil [parte do segundo mandato de Dilma Rousseff], o endividamento da Petrobras por má gestão, loteamento político e em desvios chegou a casa dos 170 bilhões de dólares”, disse o político.

Na sequência, Bolsonaro atribuiu esses desvios a Lula. “O responsável por isso foi condenado em três instâncias, por unanimidade”, acrescentou.

Ao citar as condenações do ex-presidente, o atual chefe do Executivo ignorou a anulação dos processos do politico. Em março de 2021, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogou as condições de Lula na Justiça Federal no Paraná, relacionadas às investigações da Operação Lava-Jato, devolvendo os direitos políticos do petista, que voltou a ser elegível.

No entendimento do magistrado, a 13ª Vara Federal de Curitiba, representada na época por Sérgio Moro (UB) (para a investigação do triplex de Guarujá) e Gabriela Hardt (para o Sítio de Atibaia), não era o “juiz natural” para o caso.


Governo Bolsonaro acumula denúncias de corrupção

Apesar da negativa de Bolsonaro sobre corrupção no governo dele, durante discurso na ONU, a gestão do candidato do PL é alvo de denúncias, que resultaram, inclusive, na saída de ministros.

No caso mais recente, o ex-titular do Ministério da Educação Milton Ribeiro chegou a ser preso pela Polícia Federal (PF). Ele é investigado por corrupção passiva, prevaricação, advocacia administrativa e tráfico de influência por suposto envolvimento em um esquema para liberação de verbas do (MEC). O gestor deixou a pasta em março de 2022, o quarto a sair do cargo desde que Bolsonaro assumiu em janeiro de 2019.

A denúncia de corrupção envolvendo o ex-ministro veio à tona após a Folha de S. Paulo apontar a existência de uma espécie de “gabinete paralelo" na pasta. Integravam esse grupo alguns pastores, que controlavam, segundo a reportagem, a agenda do Ministério, assim como a destinação de recursos.

Durante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 no Senado, entrou em pauta nas sessões um suposto esquema de irregularidades e superfaturamento na aquisição da vacina indiana Covaxin.

Em 2019, o ex-ministro do Turismo Marcelo Álvaro Antônio (PL), foi indiciado pela PF, junto a mais dez pessoas, por crime eleitoral de omissão na prestação de contas de campanha e associação criminosa no inquérito que investigava o uso de candidaturas laranja no PSL em Minas Gerais.