Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 21, e fazem parte da pesquisa “Desigualdades e impactos da covid-19 na atenção à primeira infância”, lançada pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal em parceria com o Itaú Social e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
Apesar dos dados negativos, o Ceará ainda apresentou desempenho melhor que o Nordeste e o País no período. No Brasil, a diferença da Taxa Bruta de Matrícula (TBM) na Pré-Escola entre 2019 e 2021 foi de -4,1 pontos percentuais, enquanto, no Nordeste, essa redução foi ainda maior, de 5,6 pontos percentuais. Em todo o País, 83,7% das crianças de cinco e seis anos estavam na escola e, no Nordeste, esse número é de 83%.
Além da baixa de matrículas na pré-escola, os números de matrículas em creches também caíram. No Ceará, entre 2019 a 2021, a redução foi de 2,1 pontos percentuais, saindo de 34,7% das crianças de 0 a 3 anos matrículas para 32,6%. Isso representa 171.157 crianças dessa faixa etária fora de creches no Estado. Essa redução de matrículas no Ceará é menor que a queda registrada em todo o País (que foi de 2,8 pontos percentuais, saindo de 31,8% para 29%), mas é maior que o observado no Nordeste (que saiu de 26,4% para 25%, diminuição de 1,4 pontos, portanto).
O Povo