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Ceará tem a terceira gasolina mais barata do Nordeste e a nona do país, diz pesquisa da ANP

Ceará tem a terceira gasolina mais barata do Nordeste e a nona do país, diz pesquisa da ANP

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
01/10/2022 às 11h56 Atualizada em 01/10/2022 às 11h56
Ceará tem a terceira gasolina mais barata do Nordeste e a nona do país, diz pesquisa da ANP
Foto: Reprodução

No âmbito nacional, o valor da gasolina comum na capital e a nona mais em conta no país. Fica atrás apenas de São Luís (R$ 4,49); Macapá (R$ 4,49); Belém (R$ 4,58); Campo Grande (R$ 4,66); Porto Alegre (R$ 4,69); Belo Horizonte (R$ 4,71); São Paulo (R$ 4,70) e Recife (R$ 4,72).

A pesquisa da ANP foi feita entre os dias 25 de setembro e 1º de outubro. Foram pesquisados 48 postos de combustíveis em todo estado.

Décima quarta queda consecutiva nos preços

O preço médio do litro da gasolina vendido nos postos do país caiu novamente nesta semana e ficou em R$ 4,81.

Essa foi a 14ª queda consecutiva no preço do combustível. De acordo com levantamento da ANP, o preço médio do litro caiu de R$ 4,88 para R$ 4,81, uma diminuição de 1,43% – menor patamar desde a semana encerrada em 6 de fevereiro de 2021 (R$ 4,769). O valor máximo encontrado nos postos foi de R$ 6,99.

O valor médio do litro do diesel também caiu: passou de R$ 6,71 para R$ 6,56, uma redução de 2%. O valor mais alto encontrado pela agência esta semana foi de R$ 7,63.

Por fim, o preço médio do etanol caiu de R$ 3,41, para R$ 3,37, uma diminuição de 1,17%. O levantamento chegou a encontrar, esta semana, oferta do litro de etanol pelo valor máximo de R$ 5,49.

Em junho, os preços do litro do diesel e da gasolina alcançaram os maiores valores nominais pagos pelos consumidores para os combustíveis desde que a ANP passou a fazer levantamento semanal de preços, em 2004.

Limitação do ICMS

A redução dos combustíveis sente o efeito da limitação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) adotada pelos estados depois que foi sancionado o projeto que cria um teto para o imposto sobre itens como diesel, gasolina, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo.

Pelo texto, esses itens passam a ser classificados como essenciais e indispensáveis, o que impede que os estados cobrem taxa superior à alíquota geral que varia de 17% a 18%, dependendo da localidade. Até então, os combustíveis e outros bens que o projeto beneficia eram considerados supérfluos e pagavam, em alguns estados, até 30% de ICMS.

Além disso, a Petrobras tem promovido sucessivos cortes nos preços de venda da gasolina e do diesel para as refinarias. A queda nos postos de combustíveis é influenciada também pelos preços do petróleo, que têm caído no mercado internacional.

G1 CE