Em Santa Quitéria, cinco farmácias são conveniadas ao programa. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 2.150 pessoas utilizam os serviços do Farmácia Popular no municipio mensalmente, sendo repassado aos estabelecimentos por mês um valor aproximado de R$ 37 mil. Até o mês de julho passado, já foram pagos ao programa em âmbito local R$ 260,7 mil.
Segundo Vilmar Muniz, proprietário da drogaria Santa Terezinha, o medicamento recorde de consumo da população quiteriense é a losartana, remédio para hipertensão (pressão alta).
Por outro lado, um que já falta a certo tempo nas prateleiras é a metformina (controle da diabetes), conforme a farmacêutica Micaella Lobo, vinha sendo ofertado anteriormente, mas a dois ou três meses, não é mais liberado pelo governo. "Esse programa dá a oportunidade para as pessoas estarem com o seu tratamento em dias, porque o controle se dá diante dos medicamentos e hipertensão. O programa para 2023 está previsto esse corte, mas nós não recebemos ainda a lista de quais medicamentos vão ser cortados", afirmou a profissional.
A grande preocupação das farmácias é a de cortes no programa previsto para o ano seguinte. As estatísticas apontam que pode acontecer a redução de até 59% do orçamento, ou seja, uma perca de aproximadamente R$ 1,2 bilhão, segundo dados jornal “O Estado de São Paulo”.
Diante da repercussão negativa, o presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) pretende rever os cortes, porém só depois do período eleitoral. O Ministério chegou a anunciar a incorporação de cinco novos remédios, usados para combater doenças cardiovasculares, insuficiência cardíaca e diabetes: Besilato de Anlodipino 5 mg, Succinato de Metoprolol 25 mg, Espironolactona 25 mg, Furosemida 40 mg e Dapagliflozina 10 mg.
Uma pesquisa realizada pela Associação dos Municípios do Ceará (Aprece) comprova que 98% dos municípios cearenses estão com falta de medicamentos na rede básica.