O ataque aconteceu na manhã dessa quarta-feira, 5. Suspeito levou uma arma de fogo para a escola e disparou contra três colegas. Um segue gravemente ferido na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica da Santa Casa do município da região Norte, e os outros dois foram medicados e receberam alta.
"Eu como diretor, eu tenho uma visão mais macro dos meninos, mas eu passo o dia todo na escola. Eu particularmente conhecia os quatro meninos, e todos são meninos bons, alunos de notas boas. Agora, uns reservados, principalmente o que atirou. Menino mais reservado, mais calado. Ele não era de muita brincadeira, mas era tranquilo", frisou Jorge Célio.
De acordo com representante, o único problema que o suspeito apresentava em relação aos estudos era o comportamento sonolento que tinha em sala de aula. O sono excessivo do aluno já havia sido relatado por uma colega de classe dele, que afirmou que o aluno era "calmo" e "só dormia".
Adolescente tinha sono na aula por que passava madrugadas jogando
Jorge Célio Coelho, diretor da escola, conta que o colégio realiza um trabalho no qual docentes fazem um acompanhamento individual de educandos e passam um relatório final ao diretor. Portanto, colégio não apenas estava ciente do sono excessivo do aluno como buscou entender a razão disso.
Ao ser questionado, o suspeito afirmou que passava a madrugada jogando videogame. "Eram jogos de violência, de tiro, eu não sei o nome", frisou ainda o diretor.
Segundo o representante, a família do adolescente foi acionada algumas vezes em razão disso. A preocupação da escola era tanto com a sonolência do jovem como com o teor dos jogos. Colégio buscava, conforme Jorge, trabalhar com os pais a respeito dessas questões.
No momento em que o ataque aconteceu, o diretor conta que estava em uma sala de aula ao lado do local onde os disparos foram efetuados. Ele ouviu os tiros e correu para a área, em meio à correria de outros estudantes. O suspeito fugiu do local após atirar.
"É um momento que a gente fica sem saber o que fazer porque a gente quer socorrer e não pode pegar na vitima e nem deixar ninguém mexer porque pode piorar a situação (de saúde)", relembra.
O povo