A Seduc informou ainda que "está tomando providências" para que a sala onde os disparos aconteceram seja transformada em um laboratório de robótica e garantiu que "tem reforçado constantemente ações voltadas à comunidade escolar ", quanto ao amparo psicológico.
Em entrevista ao O POVO, o diretor da escola, Jorge Célio Coelho, afirmou que a retomada das aulas será realizada com cautela e feita de uma maneira que garanta o acolhimento dos alunos e também dos professores. A ideia, segundo ele, é garantir um recomeço de "paz" e "tranquilidade".
Como primeira medida para esse fim, o diretor confirmou que o espaço onde o ataque aconteceu vai passar por uma reforma e afirmou ainda que o local vai ganhar cores lúdicas, para "afastar" o "aspecto negativo" deixado pela tragédia. Alunos que usavam a sala serão transferidos para outra.
Outras medidas estão sendo tomadas para garantir que a comunidade se sinta mais segura. Entre elas, uma reforma da quadra da escola e o aumento do muro. O diretor também pontuou que agentes do Comando da Polícia Militar para Prevenção e Apoio às Comunidades (Copac) devem estar presentes no primeiro dia de retorno das aulas, para "garantir a tranquilidade de todos".
Desde que a tragédia aconteceu, o apoio psicológico tem sido fundamental para que um recomeço seja possível. Segundo o diretor da escola, assistentes sociais e psicólogos têm realizado o acompanhamento tanto das vítimas e familiares delas como de alunos e dos próprios professores e funcionários da instituição.
Na próxima segunda-feira, 10, o colégio deve receber uma formação sobre paz nas escolas, comandada por Cristiane Holanda, integrante da Coordenadoria de Justiça Restaurativa e Mediação da Vice-Governadoria do Ceará. Além disso, Jorge informa que uma equipe de psicólogos da Coordenadoria Regional do Desenvolvimento da Educação (Crede) vai atuar na instituição.
Para receber alunos, pais e comunidade no primeiro dia de retorno das aulas, os professores e funcionários da escola vão ficar na frente da instituição. Segundo o diretor Jorge Célio, eles devem ir vestidos de branco, erguendo faixas e distribuindo chocolates, bombons e o que considera mais importante: abraços.
"Um abraço que é mais importante de tudo. A recepção com um abraço de 'seja bem-vindo, vamos continuar'", destaca o diretor. Ele também destaca que membros do colégio vão estar a postos para tirar as dúvidas dos pais e confirma que no primeiro dia "as aulas serão diferentes".
O POVO