As imagens que o g1 teve acesso mostram quatro televisores do refeitório da empresa exibindo, simultaneamente, uma campanha a favor de Bolsonaro e com ataques a Lula. São exibidas nas TVs chamadas como "Nova propaganda de Bolsonaro escancara o 'sistema petista'".
Segundo funcionários, que não quiseram revelar as identidades, o material passou a ser exibido após o primeiro turno das eleições. "Todos os funcionários sabem que o presidente gosta do candidato, mas antes as TVs exibiam a programação aberta. Depois do primeiro turno o número de televisores aumentou, mas só passa na programação propagandas do candidato 22".
No vídeo, funcionários ainda mostram um quadro em que a empresa sinaliza ao que é favorável e ao que é contra, citando ideologia de gênero, aborto e corrupção.
A veiculação de material de propaganda eleitoral nas empresas é proibida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), conforme a Resolução 23.610/19. O Ministério Público do Trabalho afirmou que apura cinco denúncias de assédio eleitoral, mas não pode comentar sobre o caso até que a investigação seja concluída.
De acordo com a procuradora do Ministério Público do Trabalho (MPT) Adriane Reis de Araujo, coordenadora Nacional de Promoção da Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho, situações de conduta abusiva que atentam contra a dignidade de trabalhador em prol de obter engajamento a determinadas práticas de natureza política podem configurar assédio eleitoral.
G1