“É um grande prejuízo às famílias mais vulneráveis e que já se encontram em situação de insegurança alimentar. Perdemos um programa que minimizava essa insegurança”, afirma a secretária de Proteção Social, Rayana Bendor, em
entrevista ao jornalista Carlos Madeiro, do UOL. Entre janeiro e agosto, o total de litros distribuídos no Nordeste caiu 87% em comparação ao mesmo período do ano passado.
O Governo do Ceará alegou que não recebeu, até setembro, nenhum repasse federal, mesmo com convênio assinado, e apenas executou o programa em janeiro e fevereiro por resto de recursos do ano de 2021.
Além de apoiar famílias pobres, o programa é também importante para pequenos pecuaristas da região, que, ao vender sua produção ao governo, conseguem ter uma renda fixa. O valor do litro de leite pago ao produtor é calculado de acordo com a média de preços praticados pelo mercado local. Em média, o litro está sendo comprado a R$ 2.
A queda também atinge os laticínios, já que cerca de 40% do orçamento é destinado ao pagamento do processo de pasteurização do leite —que pode ser feito pelas próprias cooperativas dos agricultores familiares ou laticínios privados.