Agentes da Polícia Federal se mobilizaram na casa de Jefferson em Levy Gasparian, interior do Rio de Janeiro, desde o começo da tarde deste domingo (23/10) para cumprir um mandado de prisão emitido pelo ministro e foram recebidos com mais de 20 tiros e duas granadas. Estilhaços do artefato atingiram o delegado Marcelo Vilella e a policial Karina Lino Miranda de Oliveira, que foram atendidos no hospital e liberados.
“Eu não vou me entregar. Eu não vou me entregar porque acho um absurdo. Chega, me cansei de ser vítima de arbítrio, de abuso. Infelizmente, eu vou enfrentá-los”, disse. Em outro vídeo, o para-brisa do veículo da PF aparece estilhaçado. “Mostrar a vocês que o pau cantou. Eles atiraram em mim, eu atirei neles. Estou dentro de casa, mas eles estão me cercando. Vai piorar, vai piorar muito. Mas eu não me entrego”.
O ministro Alexandre de Moraes revogou a prisão domiciliar do ex-deputado e solicitou que ele volte para o regime fechado após ele usar as redes sociais da filha para xingar a ministra Cármen Lúcia. Nas redes sociais, Moraes parabenizou o trabalho da PF: “Orgulho de todos nós brasileiros e brasileiras”. Ele também se solidarizou com os profissionais atingidos e classificou a agressão como “inadmissível”.
O presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) também se pronunciou nas redes sociais e afirmou que “quem atira em policial é bandido”. “Como determinei ao ministro da Justiça, Anderson Torres, Roberto Jefferson acaba de ser preso. O tratamento dispensado em quem atira em policial é o de bandido. Presto minha solidariedade aos policiais feridos no episódio”, disse, em vídeo.
Metrópoles