No pedido ao TSE, a coligação de Bolsonaro afirmou que Eduardo Pedro de Andrade, apontado pelos advogados do presidente como titular do domínio que já foi retirado do ar, captou indevidamente dados pessoais de cidadãos. Depois, ao ser procurado pela campanha, se disse apoiador do presidente e "se dispôs a vender as informações fraudulentamente captadas, o que foi prontamente repelido pela coligação".
No site, ele diz que as pessoas que se cadastrassem seriam selecionadas para trabalhar como fiscais, delegados, advogados e voluntários no dia da votação. Para isso, as pessoas precisavam preencher o número de celular, o nome, a data de nascimento, o e-mail e o endereço do perfil do Instagram.
Na decisão, o ministro Raul Araújo determinou a retirada do ar do conteúdo, o que já foi feito, e pediu que o Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança No Brasil (CERT.Br) forneça todos os dados cadastrais e IPs de acesso do responsável pela página. Além disso, determinou o encaminhamento dos autos do processo à Procuradoria Geral Eleitoral para que investigue possíveis ilícitos penais.
O Tempo