Os corpos foram enterrados nesta quarta (16) em um cemitério da cidade. Parentes e amigos que estiveram presentes na cerimônia pediam "justiça" e a punição do motorista.
"A Jéssica tem um longo currículo. Ela participou de mais de 200 [corridas] de rua e [subiu em] mais de 140 pódios e estava se preparando para a São Silvestre", disse à reportagem Wilson dos Santos, amigo da família e professor de educação física da Secretaria de Esportes de Guarulhos. O pai de Jéssica é quem treinava a filha no momento em que foram atropelados e mortos.
O soldado do Exército João Victor Aflinis Carvalho, de 19 anos, não fugiu após o atropelamento, mas foi preso em flagrante e indiciado pela Polícia Civil por homicídio por dolo eventual, aquele no qual se assume o risco de matar. Nesta quarta, ele passou por audiência de custódia, e a Justiça converteu sua prisão em preventiva, o que significa que ele ficará detido sem prazo determinado.
De acordo com o boletim de ocorrência do caso, feito no 3º Distrito Policial (DP), o motorista não possui habilitação para dirigir. Além disso, segundo o documento, ele admitiu que bebeu antes de pegar o volante, o que é proibido pela lei.
Vídeos das câmeras de segurança da via mostram os últimos momentos de Jéssica correndo. Ela aparece correndo no canteiro central. Em seguida, surge o carro que a atropelou e também atingiu seu pai. O veículo está com a frente danificada nas imagens. Segundo o registro policial, a corredora foi lançada a 50 metros de distância do local da colisão. O pai dela foi arremessado de lado pelo impacto. Um tênis, que seria de Álvaro, ficou no gramado.
G1