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Assassino de Aracruz disse à polícia que agiu sozinho, mas outros envolvidos são investigados

Assassino de Aracruz disse à polícia que agiu sozinho, mas outros envolvidos são investigados

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
27/11/2022 às 16h43 Atualizada em 27/11/2022 às 16h43
Assassino de Aracruz disse à polícia que agiu sozinho, mas outros envolvidos são investigados
Foto: Reprodução

"Ele disse que agiu sozinho, mas isso não é suficiente para a polícia. A polícia vai de fato fazer toda a investigação técnica", informou Casagrande. Entre os pontos investigados estão o acesso e habilidade com armas, saber dirigir e ter acesso ao carro. Além do envolvimento com grupos extremistas. No dia do crime, ele usava vestimentas com um símbolo nazista.

"A investigação que vai dizer como ele com 16 anos tinha tanta habilidade com armas e como ele conseguiu carregar e recarregar", disse o governador.

As armas usadas na ação eram do pai, um policial militar. A polícia apura se há envolvimento do genitor no acesso e manuseio. Casagrande ainda disse que a polícia apreendeu o telefone e o computador do assassino para apurar se ele tinha relação com grupos extremistas. "Nós temos acesso ao seu telefone, aos seus computadores, aos interrogatórios, então é um processo de investigação pra ver se ele tinha algum envolvimento com algum grupo de fora neonazista".

De acordo com a Polícia Civil, o assassino que atacou as duas escolas, por ter 16 anos, vai responder por ato infracional análogo a três homicídios e a 10 tentativas de homicídio qualificadas. O número é menor que o de vítimas no ataque porque algumas não foram baleadas, mas se feriram na correria dos alunos em fuga.

Quatro pessoas morreram no ataque que aconteceu na sexta-feira (25). As vítimas são a estudante Selena Sagrillo, de 12 anos, e as professoras Maria da Penha Pereira de Melo Banhos de 48 anos, Cybelle Passos Bezerra, de 45 anos e Flávia Amboss Merçon Leonardo.

G1