Conforme a universidade, estão suspensos em dezembro:
- pagamento de bolsas acadêmicas;
- custos dos restaurantes universitários;
- contratos de transporte;
- aquisição de passagens áreas;
- aquisição de insumos para atividades acadêmicas e administrativas;
- além de investimentos, estão suspensos neste mês.
Em comunicado, a UFC diz que está "em diálogo permanente com os setores responsáveis no MEC e no Ministério da Economia" para acompanhar a resolução da situação.
Cortes bilionários
O bloqueio de verba anunciado em novembro foi o terceiro marco negativo na gestão do Orçamento da educação no ano:
- Junho: corte de R$ 1,6 bilhão no MEC; para universidades e institutos federais, o valor retirado foi de R$ 438 milhões;
- Outubro: bloqueio temporário de R$ 328,5 milhões para universidades e institutos; verba foi liberada posteriormente;
- Novembro: bloqueio atual, que chega a R$ 366 milhões considerando verba bloqueada para universidades e institutos federais; não há previsão de liberação.
- O corte e os bloqueios foram resultado de contingenciamentos sofridos pelo MEC, segundo fontes ouvidas pelo g1, sob a justificativa de respeitar o "teto de gastos", a regra que determina que as despesas do governo federal não podem subir acima da inflação do ano anterior.
Nas universidades e institutos federais, o dinheiro bloqueado seria usado para o pagamento de despesas como contas de luz e de água, bolsas de estudo e pagamento de empregados terceirizados.
G1 CE