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Personal trainer é preso por matar homem com golpes de canivete após festa na Grande Fortaleza

Rafael Evangelista Monteiro, o “Toy Personal”, foi autuado por homicídio qualificado. O suspeito fugiu após o crime, mas pediu para uma tia ligar para a polícia e se entregou horas depois.

Rita de Cássia
Por: Rita de Cássia Fonte: G1 Ceará
04/08/2026 às 10h04
Personal trainer é preso por matar homem com golpes de canivete após festa na Grande Fortaleza
Foto: Reprodução

Um persoanl trainer foi preso por suspeita de matar um homem com golpes de canivete na Praia do Balbino, em Cascavel, na Região Metropolitana de Fortaleza, nesta segunda-feira (3), após uma festa.

Conforme o Auto de Prisão em Flagrante, que o g1 teve acesso, Rafael Evangelista Monteiro, conhecido como "Toy Personal", estava participando de uma festa na Praia da Caponga quando se aproximou de um grupo de pessoas e pediu para ficar na companhia delas, já que estava sozinho e não tinha onde dormir.

Nesse grupo, estava a vítima, identificada como Luiz Thiago da Silva Cordeiro, que aceitou que Rafael os acompanhasse para a Praia do Balbino, para dormir na casa de uma conhecida.

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Segundo uma testemunha, ao chegar ao endereço, a dona da casa "não foi com a cara de Rafael" e não permitiu a entrada dele na residência. Com isso, Luiz Thiago ficou do lado de fora, fazendo companhia ao personal.

Posteriormente, Rafael chamou Luiz para ir comprar vinho em uma mercearia. No entanto, a vítima foi morta no trajeto.

'Memória prejudicada'

Rafael Evangelista fugiu do local, mas se entregou horas depois e ficou detido na Delegacia de Cascavel. O personal trainer foi autuado em flagrante por homicídio qualificado.

Em depoimento, Rafael Evangelista alegou para a polícia que não se recorda do que ocorreu no momento do crime, pois "sua memória estava prejudicada em razão do consumo de bebida alcoólica e cocaína" e quando retornou a consciência já estava golpeando a vítima com o canivete que ele portava.

Ainda segundo o depoimento de Rafael, Luiz ainda tomou o canivete e chegou a atingi-lo na mão e na perna, para tentar se defender.

"O declarante reafirma que não se recorda do motivo de ter golpeado a vítima e não sabe explicar os fatos posteriores, pois não consegue se lembrar do ocorrido em razão do estado em que se encontrava", diz um trecho do depoimento.

Após abandonar o corpo da vítima, no período da tarde, Rafael foi para a casa de uma tia, na localidade de Riacho Fundo, e pediu para ela ligar para a polícia para ele se entregar. A defesa do suspeito não foi localizada