Logo após receber o diploma, Lula realizou um discurso, emocionado. “Estar aqui agora é a certeza de que Deus existe. Sei o quanto custou, não apenas a mim, mas o quanto custou ao povo brasileiro essa espera para que a gente pudesse reconquistar a democracia nesse País. Reafirmo hoje que farei todos os esforços para, junto com meu querido companheiro Geraldo Alckmin, cumprir o compromisso que assumi não só durante a campanha mas ao longo de toda uma vida. É ter um Brasil mais desenvolvido e mais justo com a garantia de dignidade, qualidade de vida para todos os brasileiros, sobretudo para pessoas mais necessitadas”, afirmou Lula.
Ainda no discurso, Lula criticou o que chamou de “política de desmonte” da gestão do presidente Jair Bolsonaro (PL) e defendeu maior participação popular na política. “A democracia só tem sentido e será defendida pelo povo na medida em que promover, de fato, a qualidade de direitos e oportunidade para todos e todas, independentemente da classe social, crença religiosa ou orientação sexual.”
“É com o compromisso de construir um verdadeiro estado democrático, a normalidade institucional e lutar contra todas as formas de injustiça que recebo pela terceira vez o diploma de presidente eleito do Brasil.” Devem constar no certificado de diplomação o nome do candidato eleito, a sigla pela qual foi eleito e o cargo. A expedição do documento é uma formalidade que condiciona a posse no cargo, em 1º de janeiro.
Em discurso logo após de Lula, o presidente Alexandre de Moraes fez uma defesa firme às instituições e ao processo eleitoral brasileiro. Em fala acalorada, Moraes rechaçou qualquer possibilidade de fraude nas urnas eletrônicas, como defendido por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro. “Essa diplomação consiste no reconhecimento da lisura do pleito eleitoral e na legitimidade política conferida soberanamente pela maioria do povo brasileiro por meio do voto direto e secreto“, frisou, relembrando ataques às instituições, como o próprio TSE.
Na prática, o diploma é um atestado dado pelo TSE de que as eleições foram regulares. Isso porque o documento somente pode ser emitido após o cumprimento de diversas exigências, como a aprovação das contas de campanha, a finalização de todas as etapas de auditoria eleitoral e a análise inicial de recursos contra o resultado do pleito.
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