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O caso foi registrado no dia 25 de novembro. Os detentos eram réus no julgamento do Fórum Clóvis Beviláqua, em Fortaleza, e eram transportados para o Complexo Penitenciário de Itaitinga após serem condenados pela chacina de Quixeramobim, que deixou quatro mortos. As sentenças, juntas, somam 207 anos. A decisão pelo afastamento dos policiais penais foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) do dia 2 de dezembro, por meio da Controladoria Geral de Disciplina.
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Segundo a portaria publicada pelo DOE, a fuga aconteceu por volta das 23h30min, quando estavam a caminho de unidades prisionais. Os três condenados teriam danificado a grade da porta do "curral" e conseguiram pular do veículo, diz o documento.
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O afastamento preventivo ocorre pelo período de 120 dias, "por práticas de atos incompatíveis com a função pública, visando a garantia da ordem pública, à instrução do regular do processo administrativo disciplinar e a correta aplicação da sanção disciplinar", informa a portaria do afastamento.
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Logo que houve a fuga, o Sindicato dos Policiais Penais e Servidores do Sistema Penitenciário do Estado do Ceará divulgou uma nota informando que houve um erro na ficha dos presos e os detentos foram tratados como de "baixa periculosidade", mesmo se tratando de pessoas que pertenciam a uma facção criminosa e com envolvimento na matança de Quixeramobim do ano de 2018.
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A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), ao ser procurada sobre a denúncia do sindicato, informou que os policias penais estavam armados, equipados e passaram por treinamento. E destacou, na nota, que "só perceberam a fuga ao chegarem à unidade prisional", informava a nota.
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O Sindicato descreveu o transporte dos presos como inadequado e falou que o erro no prontuário dos presos colocou em risco a segurança dos policiais penais. Além disso, sem as informações da periculosidade corretas, não foi realizada a escolta qualificada e com o número de escoltantes adequado.
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Os presos que fugiram são Izaias Macial da Costa, Mateus Fernandes dos Santos Sousa e Francisco Fábio Aragão da Silva. A SAP informou que o Grupo de Apoio Penitenciário (GAP) atua nas buscas. Na chacina de Quixeramobim foram mortos três mulheres e um homem. O crime aconteceu no assentamento Irmã Tereza, no bairro Conjunto Esperança.
O POVO