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Policiais penais que participaram da escolta em que condenados fugiram de viatura são afastados

Policiais penais que participaram da escolta em que condenados fugiram de viatura são afastados

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
13/12/2022 às 09h25 Atualizada em 13/12/2022 às 09h25
Policiais penais que participaram da escolta em que condenados fugiram de viatura são afastados
Foto: Reprodução


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O caso foi registrado no dia 25 de novembro. Os detentos eram réus no julgamento do Fórum Clóvis Beviláqua, em Fortaleza, e eram transportados para o Complexo Penitenciário de Itaitinga após serem condenados pela chacina de Quixeramobim, que deixou quatro mortos. As sentenças, juntas, somam 207 anos. A decisão pelo afastamento dos policiais penais foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) do dia 2 de dezembro, por meio da Controladoria Geral de Disciplina.


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Segundo a portaria publicada pelo DOE, a fuga aconteceu por volta das 23h30min, quando estavam a caminho de unidades prisionais. Os três condenados teriam danificado a grade da porta do "curral" e conseguiram pular do veículo, diz o documento.


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O afastamento preventivo ocorre pelo período de 120 dias, "por práticas de atos incompatíveis com a função pública, visando a garantia da ordem pública, à instrução do regular do processo administrativo disciplinar e a correta aplicação da sanção disciplinar", informa a portaria do afastamento.


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Logo que houve a fuga, o Sindicato dos Policiais Penais e Servidores do Sistema Penitenciário do Estado do Ceará divulgou uma nota informando que houve um erro na ficha dos presos e os detentos foram tratados como de "baixa periculosidade", mesmo se tratando de pessoas que pertenciam a uma facção criminosa e com envolvimento na matança de Quixeramobim do ano de 2018.


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A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), ao ser procurada sobre a denúncia do sindicato, informou que os policias penais estavam armados, equipados e passaram por treinamento. E destacou, na nota, que "só perceberam a fuga ao chegarem à unidade prisional", informava a nota.


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O Sindicato descreveu o transporte dos presos como inadequado e falou que o erro no prontuário dos presos colocou em risco a segurança dos policiais penais. Além disso, sem as informações da periculosidade corretas, não foi realizada a escolta qualificada e com o número de escoltantes adequado.


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Os presos que fugiram são Izaias Macial da Costa, Mateus Fernandes dos Santos Sousa e Francisco Fábio Aragão da Silva. A SAP informou que o Grupo de Apoio Penitenciário (GAP) atua nas buscas. Na chacina de Quixeramobim foram mortos três mulheres e um homem. O crime aconteceu no assentamento Irmã Tereza, no bairro Conjunto Esperança.


O POVO