Nas redes sociais, contas com milhares de seguidores reproduzem a mentira. Deputado federal eleito por Goiás, Gustavo Gayer (PL) escreveu: “Acabou a narrativa!”. Ele já chegou a ser banido do Twitter por divulgação de notícias falsas. Uma usuária da plataforma que prega apoio a Bolsonaro, com 380,4 mil seguidores, fomentou a fake news e atacou opositores. “Ora, ora, ora. Segundo testemunha, o terrorista que colocou fogo no ônibus na noite de ontem em Brasília realmente gritou ‘Fora, Bolsonaro’. Covardes e imundos!”.
Outro usuário, que se diz “conservador e patriota”, publicou o mesmo relato descontextualizado. “A cobradora de um dos ônibus incendiados em Brasília relata o que viu. O responsável pelo crime gritou ao final: ‘Fora, Bolsonaro!’”.
O caso foi registrado pelo Metrópoles em 25 de julho de 2020. Na ocasião, um ônibus pegou fogo no fim da tarde em frente ao Palácio do Planalto, em Brasília. De acordo com a Polícia Militar, o responsável pelo ataque teria espalhado gasolina dentro do veículo, ateado fogo e gritado as palavras de ordem contra o presidente.
Essa ocorrência e os relatos das testemunhas não têm qualquer relação com os ônibus queimados em protesto bolsonaristas dessa segunda-feira. O último balanço policial aponta pelo menos 25 carros e cinco ônibus incendiados pelos manifestantes em ato próximo à Polícia Federal. As cenas de agressões e vandalismo ocorreram após a prisão do Cacique Tserere, suspeito de organizar movimentos que ameaçam o Estado Democrático de Direito.
Metrópoles