O editorial publicado em relação aos últimos acontecimentos e ao total de votos que Jair Bolsonaro obteve em Santa Quitéria, evidentemente causou chateação, repúdio, revolta e aflorou alguns sentimentos, de eleitores que se sentiram feridos. Também ouvimos os excessos e argumentos contrários, que indiscutivelmente, fazem parte do Estado Democrático de Direito.
Se faz necessário reconhecer erro de nossa parte, ao fazer generalização de que mais de 4 mil apoiam o deplorável episódio de hoje. Entendemos que há uma parcela significativa de cidadãos que apoiaram Jair Bolsonaro que não compactuam com a violência política, como também há aqueles que defendem e entendem que este é o caminho para a tomada de golpe e não reconhecer o resultado das urnas.
Por isso, entendemos por bem melhor, retirar do ar, porque não pretendemos fazer deste espaço um campo de guerra, semelhante a Brasília. Em momentos, o jornalismo é espaço para se fazer posição e neste, agora, a posição é de defesa da democracia e não tolerar o maior ataque ocorrido desde a época da ditadura militar. E esta postura precisa ser irmanada, não só por todos os quiterienses de bem, mas por todo o Brasil que assiste ainda em pânico.
Quem como terrorista age, deve ser repreendido como tal, com todo o rigor da lei, desde os que insuflaram e financiaram os ataques até quem se dispôs como exército do banditismo verde-amarelo. Precisam ser identificados e responsabilizados, aos que também foram omissos e complacentes. Esta barbárie não pode ser normalizada, e nem aceitar os que tomaram Brasília para destruí-la, ou que ecoam as vozes golpistas.
OPINIÃO do Sistema Voz de Comunicação