No caso de Fernandes, a queixa foi apresentada no último dia 5 de janeiro. Nela, Camilo destaca vídeo publicado pelo parlamentar nas redes sociais durante a campanha eleitoral de 2022. Nas imagens, o deputado coloca um “santinho” eleitoral com as fotos de Camilo, do governador Elmano de Freitas (PT) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma carteira cheia de dinheiro. Logo depois, as cédulas desaparecem.
O vídeo, intitulado “denúncia gravíssima”, termina com imagens do agora ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) gargalhando e fazendo o já conhecido gesto das “arminhas” com as mãos. Para a defesa do ministro, o vídeo tenta macular a imagem de Camilo e insinua prática de crimes de corrupção ou furto por parte dos petistas, o que configuraria crime de calúnia.
Inspetor Alberto, por sua vez, é alvo de denúncia do final de dezembro por outro vídeo também publicado nas redes sociais. Nas imagens, o vereador aparece segurando um par de algemas e diz “Camilo Santana, eu ainda vou lhe ver preso e algemado”. Antes, o vereador insinua que o petista teria “rabo preso” com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em ambas as queixas-crime, a defesa de Camilo diz que os vídeos ultrapassam, “em muito”, o “debate político ou a liberdade de opinião”. “Registre-se que a postagem é absolutamente falsa, produto do que se convencionou chamar de ‘fake news’, de sorte que o querelante nada tem a ver com qualquer pedido de dinheiro ou qualquer outra vantagem em troca de benesses, não tendo sido acusado criminalmente por essas condutas”, diz.
O POVO