A ação fez parte do Programa de Ação Estadual de Combate à Desertificação (PAE/CE). Os encontros foram planejados de modo a contemplar a realização de diagnósticos e estudos técnicos das condições físico-bióticas, sociais, políticas e econômicas das regiões, analisando as relações sociedade-natureza e incluindo o mapeamento temático integrativo. "Vejo a realização dessa oficina na cidade de Independência como um marco histórico. Temos trabalho na Região que são soluções para várias problemáticas ambientais, como é o caso do Programa Aduba Sertão, nascido em Independência e replicado nos Municípios de Crateús, Novo Oriente, Tauá e Parambu, com o apoio do Projeto Mata Branca", analisa Jorge de Moura, secretário do Pacto Ambiental dos Sertões de Crateús e Região dos Inhamuns. Para o ambientalista, a região é rica em potencialidades, mesmo sendo encravada em uma das áreas mais suscetíveis à desertificação no Estado.
Zoneamento: O Ceará está implantando uma política específica para as Áreas Suscetíveis à Desertificação, conforme o Programa de Ação Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (Pan-Brasil). A Fundação Cearense de Meteorologia (Funceme), em parceria com o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), iniciou o zoneamento ecológico-econômico de três regiões do Estado: Central (Irauçuba, Canindé, Miraíma, Itapagé e Santa Quitéria), Norte (Sobral e Santa Quitéria) e dos Inhamuns (Independência, Tauá e Arneiroz). As três sofrem com o processo de desertificação no Ceará. (SQN/AVSQ).