De acordo com a mãe, a recepcionista Juliana Siqueira, ela foi administrar um medicamento na filha Helena Lima, que começou a tossir e a ficar sem ar. “Eu não sabia com qual roupa estava vestida; estava muito desorientada. O que importava era salvar minha filha”, relembra.
Segundo a equipe, a recém-nascida apresentava baixa oxigenação e estava quase sem respiração. “A mãe chegou muito aflita à base. O pai da menina a acompanhava e, quando me viu, já foi colocando a criança no meu braço. Ele não sabia ainda o que estava acontecendo”, relatou o condutor socorrista Simão Chaves.
Na ocasião, o profissional colocou a bebê de bruços sobre seus braços e realizou a manobra de Heimlich, com compressões abdominais para desobstruir as vias aéreas. Na primeira tentativa, a pequena Helena já dava sinais de retorno da respiração. “Eu já admirava o trabalho dos profissionais do Samu 192. Depois desse atendimento, só tenho gratidão por todos”, agradeceu a mãe.
A ocorrência foi a primeira do tipo vivenciada pelo condutor socorrista durante o plantão. Chaves atua há três anos na base de Santa Quitéria. “Já atendi a vários casos, mas, como este, de salvar uma bebê, foi o mais emocionante. A responsabilidade estava nas minhas mãos”.
O técnico em enfermagem Diassis Rodrigues auxiliou o atendimento. “Depois da manobra, a criança logo abriu os olhinhos, depois chorou, respirou e mudou de cor. Deu aquele suspiro e começou a chorar. O choro é alívio”, afirmou. Por orientação da equipe, a família levou a criança em seguida ao hospital municipal de Santa Quitéria.
Manobra de Heimlich
A manobra de Heimlich é uma técnica de primeiros socorros utilizada em casos de emergência por asfixia. A técnica é realizada de forma diferente em bebês e em crianças maiores de um ou dois anos. No caso de recém-nascido, deve-se colocá-lo de bruços, deitado em cima do antebraço do adulto; a cabeça deve estar virada para baixo.