O comunicado da Enel, definido como fato relevante, não detalhe o estágio das negociações: “A Companhia esclarece que a conveniência e oportunidade de alienação das ações de sua emissão é decisão que cabe exclusivamente aos seus acionistas. A Companhia informa que, se e quando for o caso, qualquer operação dependerá da obtenção das aprovações necessárias e observará os termos da regulamentação aplicável”.
Campeã de queixas nos órgãos de defesa do consumidor, a Enel escapou de punições ao longo dos últimos 10 anos pelos transtornos e prejuízos causados aos cearenses que reclamam, com frequência, da má qualidade dos serviços prestados pela concessionária.
As queixas dizem respeito à demora na ligação e religação de rede elétrica, oscilação da corrente elétrica, que provoca a queima de equipamentos, e cobranças indevidas. O descaso da Enel é com a iniciativa privada, com o serviço públicos e pequenos, médios e grandes consumidores.
O descaso fez um grupo de deputados estaduais pedir a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a Enel. O requerimento para instalação da CPI tem o apoio de quase 40 deputados – o número mínimo exigido pelo Regimento Interno da Assembleia Legislativa é de 12 assinaturas.
Ceará Agora