A partir desse projeto de lei, aprovado com 29 votos favoráveis na Assembleia Legislativa, o governo tem a expectativa de arrecadar R$ 1,9 bilhão com o ajuste do ICMS e de R$ 250 milhões com o FESF, conforme dados da Secretaria da Fazenda. O argumento é que, com essa medida, o Ceará poderá recuperar perdas que, no governo Bolsonaro, foi reduzido e que "teria afetado políticas públicas voltadas à saúde, educação e segurança pública".
Para o Dr. Egberto Teixeira, o imposto impacta em tudo. "Sofre o consumidor, sofre o comerciante, porque o consumidor paga tudo e comerciante porque paga uma parte e não pode repassar, então atrasa a vida de toda comunidade”, manifesta ele.
O empresário Marcelo Magalhães, que integra a diretoria da CDL, argumenta que é um reflexo negativo para quem lida com o comércio diariamente e tem esperanças de que o reajuste possa ser desconsiderado. “Esperamos que as autoridades competentes que estão à frente desse processo possam tentar viabilizar essa questão e que esse aumento realmente não aconteça, para que possa se ter melhores condições de trabalho nos próximos meses”, apontou.
Uma das maiores preocupações entre os quiterienses está no aumento do combustível. O empresário Cláudio Chaves relembra da redução do valor do combustível no ano passado e se sente penalizado caso haja o novo acréscimo. “Todos nós querendo ou não, pagamos o custo do combustível, seja quando pagamos o transporte de mercadorias, ou quando nos deslocamos até o município”, critica.