No último dia 14, conforme o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), foram pagos ao Município R$ 153.572,60, divididos para pré-escolas, creches, ensino fundamental, AEE e EJA. Uma quantia ínfima, se considerada a dimensão de cada estabelecimento e o compromisso para que seja ofertada uma comida de qualidade, dentro dos padrões exigidos.
Há seis anos que as escolas não tinham reajustes a nível federal. O valor destinado pra quem está no ensino fundamental teve um acréscimo médio de 39%, acima do IPCA do período. É nessa faixa, que está concentrada a maior parte dos alunos quiterienses.
A secretária de Educação, Kaká Mourão, avalia que o novo valor não irá impactar em nada, pois ainda não é suficiente para a demanda, sendo necessário complemento através da Prefeitura. “Deveríamos avaliar não como números percentuais, pois isso causa impacto, mas pelo mísero valor que vai ficar. Com esse valor, podemos observar que nem um pão carioquinha podemos comprar”, afirma à reportagem.
Para subsidiar a merenda, a educadora expõe que é necessário “muito jogo de cintura”. Por isso, fazem uso do sistema de gestão centralizada, buscando comprar em grandes volumes para obterem preços mais baixos.
Apesar da dificuldade enfrentada, Kaká destaca que todas as escolas possuem cardápios diversificados. Nas de ensino integral, chegam a três refeições diferentes por dia. Os produtos industrializados foram retirados, sendo substituídos por alimentos orgânicos produzidos pelos próprios produtores da região, como o filé de peixe, galinha caipira, ovo caipira, verduras, frutas, polpa de fruta, pães e bolos.
De acordo com o Ministério da Educação, a transferência do dinheiro é dividida em até dez parcelas, de fevereiro a novembro de cada ano, e corresponde a 20 dias letivos por mês. O cálculo sobre os recursos a serem repassados leva em consideração o número de dias de atendimento e o número de alunos matriculados em cada rede ou unidade e o respectivo “per capita”.